Que petulância é essa de tentar traduzir em algumas palavras a maior complexidade coletiva de que se tem notícia? Ainda mais um paulista… E falando do Carnaval da Bahia? Oxe!? Presta, não. Melhor nem ler a sinopse e já pegar logo outro livro. Se bem que, se pensar direito, talvez isso seja julgar o escritor e sua obra pela capa, né?
Então, bora colocar seu abadá, vestir aquele tênis confortável, alongar a panturrilha e mergulhar de cabeça erguida e olhos abertos nesta festa, num verdadeiro espetáculo humano, traduzido, com todo carinho, sensibilidade e uma pitada de dendê, numa mistura de guia e de contos inspirados em tudo que acontece de mais incrível, nos detalhes mais relevantes e nas dicas mais importantes desta festa.
Embarque neste desfile como se estivesse nas vésperas da folia, despido de preconceitos e certezas, disposto a encontrar o inusitado para, junto dele, tirar seus pés do chão. Aproveite esta pequena ode a maior catarse coletiva do mundo, absorva este mínimo mosaico de infinitas memórias e tradições para se sentir, nem que seja por um instante, dentro do Carnaval de Salvador.